06/02/2011

Lua Nova em Uberlândia-MG



Desde dezembro de 2009 acontece aqui os Encontros de Lua Nova do Círculo Sagrado de Visões Femininas... Já passaram muitas mulheres pelo círculo em todos esses meses, algumas ficam, outras vão, algumas retornam... Cada uma a seu tempo, no tempo em que o coração pede.
O círculo é aberto a qualquer mulher, menstruando ou não, grávida, menopausica... A qualquer raça, credo ou religião.




É um espaço para acolhimento feminino, corresponde a um ventre, um colo bem aconchegante, por isso circular!
Lugar de reflexão, meditação, silêncio, sons, música, dança, choro e riso...
Lugar de ser o que si é.



A Lua de fevereiro foi muito ventre, acolheu o maior número de mulheres até hoje 16!
Parecia mesmo uma "Sauna Sagrada" (muito calor) embaladas por Dança Circular Sagrada, iniciamos a conexão com o "Sagrado Feminino"... Todas juntas de mãos dadas... "... Coração com coração", se reconhecendo, sentindo...
















As "visões femininas" foram muitas, iniciando com nossas sombras, estendendo pelas transformações do planeta e nos mesmas, as catástrofes, os que ficam e os que vão e a co-relação de tudo isso com nossa energia, os reflexos na menstruação, hormonios, ciclos...
Foi lindo ouvir relatos pessoais de cura que muitas estam recebendo nos circulos... Relatos espontâneos, vindos do ventre e coração. Muita sensibilidade!
Fiquei muito feliz e emocionada com tudo isso, por tudo e por todas, pela dimensão que o CSVF está tomando, a expansão da Espiritualidade Feminina aqui... E muito mais pela presença de um jovem, uma florzinha de 13 anos que menstruou pela primeira vez... Foi um lindo rito de passagem! Mesmo que ela não se dê conta ainda da profundidade desse momento sei que isso irá se refletir em seu futuro... E quem sabe ela seja tocada para voltar?!!!

O círculo está aberto...




Gratidão infinita a tudo que move esse círculo!
Gratidão a todas que vieram, vem e virão...
Gratidão a Sabrina e as mais caras Guardiãs...
Com amor e certeza de meus passos.

Sou Carol e assim falei!
Ahaaa!!!

02/02/2011

Salve a Rainha do mar...


No dia 02/02 honramos a Grande Mãe das águas salgadas...
É uma Deusa que nos traz a mensagem de entrega. Quando você não sabe mais o que fazer da vida, se entregue nos braços dela, permita que suas águas te purifiquem, equilíbrem e levem o que tiver que ser levado... Ela sabe o que é melhor pra nós.
Entregue-se!

Odoyá!

Recentemente nas minhas férias trouxe uma pequena imagem dela que encontrei, nunca tinha encontrado uma com "ares" de Deusa. Então ela chegou ao flor de Vênus... Trazendo limpeza, Equilíbrio e beleza! Salve sempre minha mãe querida! Esteja sempre presente...



 Salve Yemanjá!
Hoje e sempre...
Que possamos nos permitir entregar em suas águas...
Mansamente
Serenamente
Docemente
Minha mãe d' água
Odoyá!

Gratidão :)
Carol Magri


 







Uma simples expressão...

Ultimamente tenho pensado poeticamente... Não que eu seja poeta, mas simplesmente encontrei uma maneira de me expressar. Não pretendo nada com isso, nada além de dizer o que penso e sinto de outra forma.
Parafraseando Viviane Mosé: " A maioria das doenças que as pessoas tem são poemas presos..."
Então quero cuidar de meus poemas bem soltos, mesmo que sejam palavras tortas...





Às vezes sonho com um mundo diferente...

Será que sou muito exigente?


Quero um mundo onde um abraço e um afago
Não signifiquem algo mais além,


Quero um mundo onde as pessoas tenham a coragem de serem elas mesmas
Poder olhar nos olhos, poder olhar dentro de si


Quero poder dar as mãos e confiar
Saber ouvir e saber calar.


Quero um mundo...
Onde cada um se responsabilize por toda tristeza ou alegria, doença ou saúde
Que causou a si mesmo


Quero um mundo de compaixão e ajuda mútua
Sem que para isso se roube a vida de alguém


Quero que nesse mundo caibam todas as pessoas...
 sensíveis e bem humoradas
E principalmente as bem-amadas!


Por si mesmas e por alguém.


Carol Magri


02/02/11

31/01/2011

Lughnasadh Chegou! 01/02


Também conhecida como Lammas, esta festividade marca o início das colheitas.


Na roda do ano três festivais são dedicados à colheita: Lughnasadh, Mabon e Samhaim.


Assim, Lughnasadh representa a primeira colheita, quando os primeiros grãos são recolhidos e deles são produzidos os primeiros pães. São colhidos também outros vegetais, como hortaliças, tubérculos e bulbos.


Os primeiros grãos colhidos representam o Deus, que começa a sacrificar-se para alimentar os seres da terra. Por isso, os primeiros grãos colhidos devem ser guardados para serem plantados na próxima primavera, quando a semente é plantada no ventre da terra para que o Deus possa renascer.


São iniciadas as orações de graças pela fartura da terra, da Grande Mãe, que doa seu filho para alimentar os seres.


Uma porção dos alimentos é consagrada para que até o final do período de colheitas seja possível colher vegetais suficientes para alimentar todos durante o período escasso do inverno, que se aproxima.


A fartura de Lughnasadh deve despertar a consciência de cada para a desigualdade, deixando muitos sem ter o que comer. Por isso, é também um momento de solidariedade, dividindo com os que precisam mais o que nos sobra.


Devemos nos lembrar também de que quando temos muito, temos que guardar para quando a necessidade bater à nossa porta.


Nesta forma céltica, o deus Lugh (como deus da colheita, do fogo e da luz) é honrado, dando Seu nome a este Sabá. A Deusa também é honrada por trazer os primeiros frutos da colheita de inverno. As noites vão ficando mais longas e o Deus vai perdendo sua força, mas vive no interior da Deusa como semente, como filho.


Outro nome do Sabbat é Lammas, que significa “A Massa de Lug” ou ainda “Missa do Pão”, nome cristão adaptado ao festival. Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do coven devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo. O primeiro gole do vinho e o primeiro pedaço do pão devem ser jogados dentro do Caldeirão para serem queimados juntamente com papéis onde serão escritos agradecimentos, e grãos de cereais. O boneco representando o Deus do Milho também é queimado, para nos lembrar que devemos nos livrar de tudo que é antigo e desgastado para que possamos colher uma nova vida. O altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.


Este festival é celebrado normalmente no dia 1º de Agosto no Hemisfério Norte e no dia 1º de Fevereiro no Hemisfério Sul e marca o fim do verão e o início do outono

A Celebração



Sugestão de Ritual


O altar pode ser a própria mesa em que serão servidos os alimentos, pois eles são o ponto focal do ritual.


Os grãos deverão ser espalhados sobre a mesa, para que sejam consagrados.


As velas também são acesas entre as vasilhas sobre a mesa, para representar a importância desta primeira refeição.


Após as purificações e o fechamento do circulo, os guardiões e deuses são invocados como de costume. O deus é Lugh, o grão sagrado, e a deusa é Ceridwen, a grande Mãe Terra.


É feita uma oração de graças espontânea pela sacerdotisa do ritual, em seguida são recitados os seguintes versos:


Mãe, por esses presentes agradecemos


E pelos cereais e bulbos que recebemos,


Abençoe-os com sua graça, por favor,


E que dentro deles fique o seu amor


Para que ao comê-los a sua benção possa fluir


Dentro e fora e em todo o nosso existir.


O pão é picado com as mãos pelo sacerdote e distribuído entre os presentes, enquanto todos recitam os versos:


Ciclo da vida aqui contido,


Nascimento e morte e nascimento repetido,


Ajude-me ao papel na vida entender


E ajude-me a minha alma esclarecer,


Para que fácil seja o caminho traçado para mim,


Pois assim desejo e será assim!


A sacerdotisa consagra a bebida no cálice, faz a libação e passa o cálice entre os presentes, que comem o pão entregue pelo sacerdote e bebem o conteúdo do cálice.


Cada participante pega uma espiga de trigo e enquanto amarra uma fita dourada nela, recita os seguintes versos:


Sementes da vida a queimar e a medrar,


Sementes da fartura venham vida ganhar,


Pelo Sol e pela Terra este feitiço é feito,


Se faça agora a Noiva do par perfeito!


A espiga deve ser guardada no local onde se guardam coisas de valor: dinheiro, jóias, etc, para que elas possam se multiplicar. Pode ficar também no armário onde são guardados os alimentos, para que nunca faltem.


Quem quiser pode amarrar mais de uma espiga de trigo, e dar de presente a algum amigo ou parente para lhe desejar fartura.


Músicas podem ser cantadas em agradecimento, festejando a fartura da colheita.


É hora de agradecer às graças até aqui recebidas e desejar ao mundo que essas graças possam ser multiplicadas.


Após a realização do cone, o circulo é aberto como de costume e procede-se o banquete.


É interessante terminar o ritual recolhendo doações de alimentos não perecíveis entre os presentes para que sejam doados a alguma instituição de caridade.
 
 
Fonte: Jornal Espiral (Informativo Neopagão)
Contato: http://coven-tuatha-de-danan.blogspot.com/

20/01/2011

Nós Mulheres...




 O que são as Mulheres?
Do que precisam?

Somos feitas de luz e de sombra, 
do simples e do complexo...
Vivemos das certezas e das ilusões

Quando nos descobrimos criamos asas...
Viramos fadas, bruxas, ninfas e sereias
Vamos além...

Subimos a montanha, além do visível
Pulamos no abismo, de mãos dadas com o medo
Sorrimos, choramos ...  
e com a mesma intensidade amamos

Ousamos dançar
nos mostrar
sentir nosso corpo e seus contornos...

Ah!...  o que precisamos?
De tudo um pouco...
Viver plenamente
Ser diferente
Tocar tambor
Dançar
Tecer e bordar
Seduzir
cozinhar e amar

Precisamos de lua
aromas, cores e sabores
Doces e amargos... 
As vezes picantes

Queremos tudo!

Temos tudo!

Dentro da gente.

Carol Magri (Aprendiz de Borboleta)

18/01/2011

Em Janeiro honramos Afrodite!

 Sou suspeita, amo essa Deusa, que é minha madrinha... Sou dedicada a ela por vários motivos...
Para mim Afrodite é o amor em todas as suas faces...
E quem não precisa de amor?
Essa postagem é do Blog da minha amada amiga e irmã Babi Guerreiro.
Passem por lá...
http://covenamantesdeisis.blogspot.com/




Afrodite (em grego, Αφροδίτη) era a deusa grega da beleza e do amor. Originário de Chipre, o seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas. Foi identificada como Vênus pelos romanos.

Teogonia
De acordo com o mito teogônico mais aceito, Afrodite nasceu quando Urano (pai dos titãs) foi castrado por seu filho Cronos, que atirou seus testículos ao mar, que começou a ferver e a espumar, esse efeito foi a fecundação que ocorreu em Tálassa, deusa primordial do mar. De aphros ("espuma do mar"), ergueu-se Afrodite e o mar a carregou para Chipre. Por isso um dos seus epítetos é Kypris. Assim, Afrodite é de uma geração mais antiga que a maioria dos outros deuses olímpicos. Em outra versão (como diz Homero), Dione é mãe de Afrodite com Zeus, sendo Dione, filha de Urano e Tálassa. Após jogar seus testículos ao mar Zeus percebeu que algo acontecia no mar,e foi ai que Afrodite ergueu-se das espumas.

Casamento
Após destronar Cronos, Zeus ficou ressentido, pois, tão grande era o poder sedutor de Afrodite que ele e os demais deuses estavam brigando o tempo todo pelos encantos dela, enquanto esta os desprezava a todos, como se nada fosse. Como vingança e punição, Zeus fê-la casar-se com Hefesto, (segundo Homero, Afrodite e Hefesto se amavam, mas pela falta de atenção, Afrodite começou a trair o marido para melhor valorizá-la) que usou toda sua perícia para cobri-la com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas. Isso não foi muito sábio de sua parte, uma vez que quando Afrodite usava esse cinto mágico, ninguém conseguia resistir a seus encantos.

Relacionamentos e filhos
Alguns de seus filhos são Hermafrodito (com Hermes), Eros (deus do amor e da paixão) dependendo da versão, é filho de Hefesto, Ares ou até Zeus (com Zeus, apenas quando Afrodite é filha de Tálassa), Anteros (com Ares, a versão mais aceita ou com Adônis, versão menos conhecida), Fobos, Deimos e Harmonia (com Ares), Himeneu, (com Apolo), Príapo (com Dionísio) e Enéias (com Anquises). Os diversos filhos de Afrodite mostram seu domínio sobre as mais diversas faces do amor e da paixão humana. Afrodite sempre amou a alegria e o glamour, e nunca se satisfez em ser a esposa caseira do trabalhador Hefesto. Afrodite amou e foi amada por muitos deuses e mortais. Dentre seus amantes mortais, os mais famosos foram Anquises e Adônis, que também era apaixonado por Perséfone, que aliás, era sua rival, tanto pela disputa pelo amor de Adônis, tanto no que se diz respeito de beleza. Vale destacar que a deusa do amor não admitia que nenhuma outra mulher tivesse uma beleza comparável com a sua, punindo (somente) mortais que se atrevessem comparar a beleza com a sua, ou, em certos casos, quem possuisse tal beleza. Exemplos disso é Psiquê e Andrômeda.

Na mitologia grega, Afrodite era acompanhada pelas Cárites, ou Graças como eram também conhecidas. Seus nomes eram Aglae ("A Brilhante", "O Esplendor"), Tália ("A Verdejante") e Eufrosina ("Alegria da Alma")

Culto
Suas festas eram chamadas de afrodisíacas e eram celebradas por toda a Grécia, especialmente em Atenas e Corinto. Suas sacerdotisas representavam a Deusa. Seus símbolos incluem a murta, o golfinho, o pombo, o cisne, a romã e a limeira. Entre seus protegidos contam-se os marinheiros e artesãos.
Com o passar do tempo, e com a substituição da religiosidade matrifocal pela patriarcal, Afrodite passou a ser vista como uma Deusa frívola e promíscua, como resultado de sua sexualidade liberal. Parte dessa condenação a seu comportamento veio do medo humano frente à natureza incontrolável dos aspectos regidos pela Deusa do Amor.
Afrodite queria que todos a sua volta percebecem que ela tinha algo em comum com Hefestos,mais seu pai não a deixava falar com ele.
Deusas relacionadas com Afrodite tem atributos comuns com as deusas: Vênus (romana), Freya (nórdica), Turan (etrusca), Ishtar (mesopotâmica), Inanna (suméria) e com Astarte (mitologia babilônica).