09/02/2011

Pérolas da Bioenergética!

Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal, médico cirurgião da Universidade de Andaluzia, Espanha, pioneiro da Medicina Bioenergética.



Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?
 A alma não pode adoecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma evolui, aprende. Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.


A Saúde e as Emoções.

Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?
70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.


Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?
De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?
A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à auto-afirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.


Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?
A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.


A alegria acalma os ânimos?
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?
A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo.Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?
Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil! Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básica são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Como prevenir a enfermidade?
Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença?
Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que crêem que adoecer é fracassar.
O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida... Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.

Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústia?
Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias, ou buscando um príncipe fora. Só passa a angústia quando entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no "deveria ser", e não somos nem uma coisa nem outra. O stress é outro dos males de nossa época. O stress vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém. O stress destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom stress é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciência.

O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?
A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.

O que é para você a felicidade?
É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Estamos aqui para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência. Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?
Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter, ou a algo ou alguém fora. Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade. E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.

Na sua opinião, estamos tão confusos assim?
Temos três ilusões enormes que nos confundem:
Primeiro: cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo: cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência... Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
Terceiro: ilusão é o poder; desejamos o poder infinito de viver no mundo.

E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso?


O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há transferência, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas, porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia. Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é fraco.


Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama. Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se, em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutos e já te queima o dedo. Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor.

Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?
Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre. Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás apenas te apegando, estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações.


Cuide-se!
Carpe Diem!












06/02/2011

Lua Nova em Uberlândia-MG



Desde dezembro de 2009 acontece aqui os Encontros de Lua Nova do Círculo Sagrado de Visões Femininas... Já passaram muitas mulheres pelo círculo em todos esses meses, algumas ficam, outras vão, algumas retornam... Cada uma a seu tempo, no tempo em que o coração pede.
O círculo é aberto a qualquer mulher, menstruando ou não, grávida, menopausica... A qualquer raça, credo ou religião.




É um espaço para acolhimento feminino, corresponde a um ventre, um colo bem aconchegante, por isso circular!
Lugar de reflexão, meditação, silêncio, sons, música, dança, choro e riso...
Lugar de ser o que si é.



A Lua de fevereiro foi muito ventre, acolheu o maior número de mulheres até hoje 16!
Parecia mesmo uma "Sauna Sagrada" (muito calor) embaladas por Dança Circular Sagrada, iniciamos a conexão com o "Sagrado Feminino"... Todas juntas de mãos dadas... "... Coração com coração", se reconhecendo, sentindo...
















As "visões femininas" foram muitas, iniciando com nossas sombras, estendendo pelas transformações do planeta e nos mesmas, as catástrofes, os que ficam e os que vão e a co-relação de tudo isso com nossa energia, os reflexos na menstruação, hormonios, ciclos...
Foi lindo ouvir relatos pessoais de cura que muitas estam recebendo nos circulos... Relatos espontâneos, vindos do ventre e coração. Muita sensibilidade!
Fiquei muito feliz e emocionada com tudo isso, por tudo e por todas, pela dimensão que o CSVF está tomando, a expansão da Espiritualidade Feminina aqui... E muito mais pela presença de um jovem, uma florzinha de 13 anos que menstruou pela primeira vez... Foi um lindo rito de passagem! Mesmo que ela não se dê conta ainda da profundidade desse momento sei que isso irá se refletir em seu futuro... E quem sabe ela seja tocada para voltar?!!!

O círculo está aberto...




Gratidão infinita a tudo que move esse círculo!
Gratidão a todas que vieram, vem e virão...
Gratidão a Sabrina e as mais caras Guardiãs...
Com amor e certeza de meus passos.

Sou Carol e assim falei!
Ahaaa!!!

02/02/2011

Salve a Rainha do mar...


No dia 02/02 honramos a Grande Mãe das águas salgadas...
É uma Deusa que nos traz a mensagem de entrega. Quando você não sabe mais o que fazer da vida, se entregue nos braços dela, permita que suas águas te purifiquem, equilíbrem e levem o que tiver que ser levado... Ela sabe o que é melhor pra nós.
Entregue-se!

Odoyá!

Recentemente nas minhas férias trouxe uma pequena imagem dela que encontrei, nunca tinha encontrado uma com "ares" de Deusa. Então ela chegou ao flor de Vênus... Trazendo limpeza, Equilíbrio e beleza! Salve sempre minha mãe querida! Esteja sempre presente...



 Salve Yemanjá!
Hoje e sempre...
Que possamos nos permitir entregar em suas águas...
Mansamente
Serenamente
Docemente
Minha mãe d' água
Odoyá!

Gratidão :)
Carol Magri


 







Uma simples expressão...

Ultimamente tenho pensado poeticamente... Não que eu seja poeta, mas simplesmente encontrei uma maneira de me expressar. Não pretendo nada com isso, nada além de dizer o que penso e sinto de outra forma.
Parafraseando Viviane Mosé: " A maioria das doenças que as pessoas tem são poemas presos..."
Então quero cuidar de meus poemas bem soltos, mesmo que sejam palavras tortas...





Às vezes sonho com um mundo diferente...

Será que sou muito exigente?


Quero um mundo onde um abraço e um afago
Não signifiquem algo mais além,


Quero um mundo onde as pessoas tenham a coragem de serem elas mesmas
Poder olhar nos olhos, poder olhar dentro de si


Quero poder dar as mãos e confiar
Saber ouvir e saber calar.


Quero um mundo...
Onde cada um se responsabilize por toda tristeza ou alegria, doença ou saúde
Que causou a si mesmo


Quero um mundo de compaixão e ajuda mútua
Sem que para isso se roube a vida de alguém


Quero que nesse mundo caibam todas as pessoas...
 sensíveis e bem humoradas
E principalmente as bem-amadas!


Por si mesmas e por alguém.


Carol Magri


02/02/11

31/01/2011

Lughnasadh Chegou! 01/02


Também conhecida como Lammas, esta festividade marca o início das colheitas.


Na roda do ano três festivais são dedicados à colheita: Lughnasadh, Mabon e Samhaim.


Assim, Lughnasadh representa a primeira colheita, quando os primeiros grãos são recolhidos e deles são produzidos os primeiros pães. São colhidos também outros vegetais, como hortaliças, tubérculos e bulbos.


Os primeiros grãos colhidos representam o Deus, que começa a sacrificar-se para alimentar os seres da terra. Por isso, os primeiros grãos colhidos devem ser guardados para serem plantados na próxima primavera, quando a semente é plantada no ventre da terra para que o Deus possa renascer.


São iniciadas as orações de graças pela fartura da terra, da Grande Mãe, que doa seu filho para alimentar os seres.


Uma porção dos alimentos é consagrada para que até o final do período de colheitas seja possível colher vegetais suficientes para alimentar todos durante o período escasso do inverno, que se aproxima.


A fartura de Lughnasadh deve despertar a consciência de cada para a desigualdade, deixando muitos sem ter o que comer. Por isso, é também um momento de solidariedade, dividindo com os que precisam mais o que nos sobra.


Devemos nos lembrar também de que quando temos muito, temos que guardar para quando a necessidade bater à nossa porta.


Nesta forma céltica, o deus Lugh (como deus da colheita, do fogo e da luz) é honrado, dando Seu nome a este Sabá. A Deusa também é honrada por trazer os primeiros frutos da colheita de inverno. As noites vão ficando mais longas e o Deus vai perdendo sua força, mas vive no interior da Deusa como semente, como filho.


Outro nome do Sabbat é Lammas, que significa “A Massa de Lug” ou ainda “Missa do Pão”, nome cristão adaptado ao festival. Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do coven devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo. O primeiro gole do vinho e o primeiro pedaço do pão devem ser jogados dentro do Caldeirão para serem queimados juntamente com papéis onde serão escritos agradecimentos, e grãos de cereais. O boneco representando o Deus do Milho também é queimado, para nos lembrar que devemos nos livrar de tudo que é antigo e desgastado para que possamos colher uma nova vida. O altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.


Este festival é celebrado normalmente no dia 1º de Agosto no Hemisfério Norte e no dia 1º de Fevereiro no Hemisfério Sul e marca o fim do verão e o início do outono

A Celebração



Sugestão de Ritual


O altar pode ser a própria mesa em que serão servidos os alimentos, pois eles são o ponto focal do ritual.


Os grãos deverão ser espalhados sobre a mesa, para que sejam consagrados.


As velas também são acesas entre as vasilhas sobre a mesa, para representar a importância desta primeira refeição.


Após as purificações e o fechamento do circulo, os guardiões e deuses são invocados como de costume. O deus é Lugh, o grão sagrado, e a deusa é Ceridwen, a grande Mãe Terra.


É feita uma oração de graças espontânea pela sacerdotisa do ritual, em seguida são recitados os seguintes versos:


Mãe, por esses presentes agradecemos


E pelos cereais e bulbos que recebemos,


Abençoe-os com sua graça, por favor,


E que dentro deles fique o seu amor


Para que ao comê-los a sua benção possa fluir


Dentro e fora e em todo o nosso existir.


O pão é picado com as mãos pelo sacerdote e distribuído entre os presentes, enquanto todos recitam os versos:


Ciclo da vida aqui contido,


Nascimento e morte e nascimento repetido,


Ajude-me ao papel na vida entender


E ajude-me a minha alma esclarecer,


Para que fácil seja o caminho traçado para mim,


Pois assim desejo e será assim!


A sacerdotisa consagra a bebida no cálice, faz a libação e passa o cálice entre os presentes, que comem o pão entregue pelo sacerdote e bebem o conteúdo do cálice.


Cada participante pega uma espiga de trigo e enquanto amarra uma fita dourada nela, recita os seguintes versos:


Sementes da vida a queimar e a medrar,


Sementes da fartura venham vida ganhar,


Pelo Sol e pela Terra este feitiço é feito,


Se faça agora a Noiva do par perfeito!


A espiga deve ser guardada no local onde se guardam coisas de valor: dinheiro, jóias, etc, para que elas possam se multiplicar. Pode ficar também no armário onde são guardados os alimentos, para que nunca faltem.


Quem quiser pode amarrar mais de uma espiga de trigo, e dar de presente a algum amigo ou parente para lhe desejar fartura.


Músicas podem ser cantadas em agradecimento, festejando a fartura da colheita.


É hora de agradecer às graças até aqui recebidas e desejar ao mundo que essas graças possam ser multiplicadas.


Após a realização do cone, o circulo é aberto como de costume e procede-se o banquete.


É interessante terminar o ritual recolhendo doações de alimentos não perecíveis entre os presentes para que sejam doados a alguma instituição de caridade.
 
 
Fonte: Jornal Espiral (Informativo Neopagão)
Contato: http://coven-tuatha-de-danan.blogspot.com/

20/01/2011

Nós Mulheres...




 O que são as Mulheres?
Do que precisam?

Somos feitas de luz e de sombra, 
do simples e do complexo...
Vivemos das certezas e das ilusões

Quando nos descobrimos criamos asas...
Viramos fadas, bruxas, ninfas e sereias
Vamos além...

Subimos a montanha, além do visível
Pulamos no abismo, de mãos dadas com o medo
Sorrimos, choramos ...  
e com a mesma intensidade amamos

Ousamos dançar
nos mostrar
sentir nosso corpo e seus contornos...

Ah!...  o que precisamos?
De tudo um pouco...
Viver plenamente
Ser diferente
Tocar tambor
Dançar
Tecer e bordar
Seduzir
cozinhar e amar

Precisamos de lua
aromas, cores e sabores
Doces e amargos... 
As vezes picantes

Queremos tudo!

Temos tudo!

Dentro da gente.

Carol Magri (Aprendiz de Borboleta)