23/09/2011

Permita-se florescer...

Olá amores, amoras.... Flores e cravos do jardim de Vênus!
Hoje chega definitivamente a estação das flores! O Equinócio de Primavera, ou Ostara...
Após o período de "casulo" e introspecção trazido pelo inverno, é hora de agradecer pela sabedoria alcançada e se abrir para o sol, se permitir.... DESABROCHAR!



Ostara no nosso hemisfério é celebrado na entrada do Sol no signo de Libra, marcado pela igualdade entre os dias e as noites, o equinócio.
O jovem Deus, nascido em Yule, está alcançando sua maturidade enquanto a deusa Donzela resplandece no auge de sua beleza e vitalidade personificando o renascer da natureza e transformando tudo que toca.

É um momento de renovação, regeneração, esperança, renascimento, florescimento. A Primavera chega com suas chuvas, que alimentam as plantas, tudo se renova,  os pássaros cantam com novo ardor, iniciando a estação do acasalamento.
As deusas Eostre, Afrodite, Vênus, Astarde, Ishtar e demais deidades que carregam em sua essência o dom da fertilidade, do amor, da criatividade, da beleza e renascimento são celebradas neste Sabbat.
O Sabbat celta  de Ostara coincidia com outras celebrações antigas, como a festa de Isis e Osíris, de Cibele e Attis, de Astarte, de Demeter e Perséfone e de Athena, entre outros. Também outras deidades são relacionadas a este Sabbat como Gaia, Kwan Yin, Lilith, Antheia, Oxum e Parvati.


Nos círculos de mulheres celebramos principalmente a volta de Perséfone do Submundo e seu reencontro com sua mãe Deméter, encontro esse que descongela a terra do inverno rigoroso e trazendo de volta a esperança, renovação e equilíbrio. A deusa nos traz o poder de renascer, a força e o brilho da donzela, a juventude e a conexão com nossa criança interna.

 E você já se permitiu sair do casulo?
Abrir-se para as mudanças, os ciclos, dentro e fora de você?


Abra os braços! Receba as flores, as bençãos que estão vindo, a semente que depois de ter sido plantada está germinando e desbrochando em você...


A hora é agora! Colher tudo aquilo que com muito amor, esforço e paciência foi plantado!


Feliz renascimento...
Feliz nova vida! Vida Florida!


Carol Magri
FLOR DE VÊNUS!

16/09/2011

Conceito de Amor e Amora! Para os amores e amoras...


É apaixonante ler Rubem Alves, a maneira como ele nos faz olhar para as coisas, uma visão que coloca poesia e magia na vida! E a vida tem graça sem essas coisinhas? Amor, paixão e magia?
Deliciem-se...

Durante as duas últimas semanas tenho começado os meus dias cometendo um furto. Não sei como evitar esse pecado e, para dizer a verdade, não quero evitá-lo. A culpa é de uma amoeira que, desobedecendo as ordens do muro que a cerca, lançou seus galhos sobre a calçada. Não satisfeita, encheu-os de gordas amoras pretas, apetitosas, tentadoras, ao alcance de minha mão. Parece que os frutos são, por vocação, convites a furtos: basta mudar a ordem de uma única letra… Penso que o caso da amoreira comprova esta tese linguística: tudo tem a ver com o nome. Pois amora é a palavra que, se repetida muitas vezes, amoramoramoramora, vira amor. Pois não é isso que é o amor? Um desejo de comer, um desejo de ser comido… O muro, tal como o mandamento, diz que é proibido. Mas o amor não se contém e, travestido de amora, salta por cima da proibição. Foi assim no Paraíso… Os poucos transeuntes que passam por ali àquela hora da manhã talvez se espantem ao ver um homem de cabelos brancos colhendo amoras proibidas. Mas, se prestarem bem atenção, verão que quem está ali não é um homem com cerca de 70 anos, é um menino. E como o próprio filho de Deus que disse que é preciso voltar a ser menino para entrar no Reino dos Céus, colho e como as amoras com convicção redobrada. E para que não pairem dúvidas sobre a inspiração teologal do meu ato, enquanto mastigo e o caldo roxo me suja dedos e boca, vou repetindo as palavras sagradas: “Tomai e bebei, este é o meu sangue…”. Ah! A divina amora, graciosa dádiva sacramental! Começo assim meu dia, furtando o fruto mágico que opera o milagre por todos sonhado de voltar a ser criança.
Assim revigorado no corpo e na alma por esse maná divino caído dos céus, prossigo na minha caminhada matutina. Ando não mais que 50 passos e estou sob uma longa alameda de pinheiros. Neles, não há nenhuma fruta que eu possa roubar, pois nada produzem que possa ser comido. Pinheiros não são para boca. São dádivas aos olhos. É cedo ainda. O sol acabado de nascer ilumina suas espículas verdes, que brilham como agulhas de cristal. Lembro-me de Le Corbusier, que dizia que “as alegrias essenciais são o sol, o espaço, e verde”. Mas os pinheiros sabem mais que o arquiteto, e às alegrias da luz acrescentam as alegrias do cheiro. Respiro fundo e sinto o perfume de resina.
Se me perguntarem no que penso, respondo com um verso Tao: “O barulho da água diz o que eu penso”. Penso as amoras, penso os pinheiros, penso a luz do sol, penso no cheiro da resina.
É tempo da floração das sibipirunas. Verdes e amarelas, elas cresceram dos dois lados da rua onde ando, transformando-a num longo túnel sombrio. Durante a noite, suas flores caíram, cobrindo a calçada e transformando-a num tapete dourado. Desço da calçada e ando no asfalto para não pisá-las. Lembro-me da voz misteriosa que falou a Moisés, de dentro da sarça que ardia: “Tira as sandálias dos teus pés, pois o chão onde pisas é santo”.
Para contemplar esse espetáculo, é necessário levantar cedo, pois logo as donas de casa e suas vassouras tratarão de restaurar no cimento a sua fria limpeza. Isso me dói, e com a dor vem o pensamento. Pergunto-me sobre a educação perversa que fez com que as pessoas se tornassem cegas para a beleza generosa das árvores, tratando suas folhas como se fossem sujeira. Mas as sibipirunas, indiferentes à cegueira dos homens e das vassouras repetirão o milagre durante a noite. Amanhã as calçadas estarão de novo cobertas de ouro.
Caminho um pouco mais e chego ao Bosque dos Alemães.
Espera-me ali um outro deleite, o deleite dos ouvidos: há uma infinidade de cantos de pássaros que se misturam ao barulho das folhas sopradas pelo vento. Não estou sozinho. Fazem-me companhia muitas outras pessoas, entregues ao exercício matutino do andar e do correr. Estão ali por medo de morrer antes da hora. É preciso exercitar o coração. Mas parece que é só isso que exercitam. Pois, por mais que me esforce, não consigo perceber em seus rostos sinais de que estejam exercitando também o deleite dos olhos, do nariz ou dos ouvidos. Correm e caminham com olhos fixos no chão, graves e concentradas, compelidas pelas necessidades médicas. E, por causa disso, por não saberem ver e ouvir, não se dão conta de um comovente caso de amor que ali se desenrola.
Percebi o romance faz muito tempo, quando ouvi os gemidos que me vinham do alto. Lá em cima, longe dos olhares indiscretos, um gigantesco eucalipto e uma árvore de rolha se abraçam. Seus galhos entrelaçados revelam o amor dos namorados. Acho que fazem amor, pois quandoo vento sopra fazendo suas cascas se esfregarem uma na outra, elas gemem de prazer… e dor.
Ando toda manhã. Por razões médicas, é bem verdade. Mas, mesmo que não existissem, andaria da mesma forma, pelos pensamentos leves e alegres que a natureza me faz pensar. Boa psicanalista é a natureza, sem nada cobrar, pelos sonhos de amor que nos faz sonhar.
(Rubem Alves)

16/08/2011

"Rito de Passagem" Re-Nascimento de Flores!

A duas semanas voltamos à " Matrix" após uma viagem Maravilhosa ao encontro de nós mesmas. Encontro esse que começou em um Jornada gestacional de 9 meses, uma gestação cheia de descobrimentos, magia, sombra e luz e principalmente muito amor, muita vida!
Minha responsabilidade era muita ao mesmo tempo que era a mãe também era a Doula do parto de cada uma, e de mim mesma, plantar a sementinha em cada uma no início do curso: "O Despertar de Afrodite" só foi possível graças à Deusa (que me capacitou) e graças as meninas- mulheres de solo fértil e olhinhos brilhantes... confiantes em mim como jardineira.

Minha gratidão a todas elas... Lê, Debs, Nay, Lalá e Mary... Pela confiança, amor, dedicação e irmandade que se fez desde o começo...

E lá fomos nós para o nosso "Templo"....

Lugar escolhido a dedo pela nossa Divina Afrodite, em meio as águas da represa de Miranda... Águas doces de Oxum, que as vezes se transmutava no próprio "Mar de Cipre"... no Mar de amor...

E por falar em amor e mar... É claro que não poderia deixar de relatar minha eterna gratidão e mais um dia a minha amada Grã Sacerdotisa, amiga e madrinha: Soraya Mariani, que com tanto amor e sensibilidade ouviu o meu chamado e me ajudou durante toda a jornada, nutrindo o círculo mesmo à distancia e ainda aceitou meu convite para traze-la no rito de passagem. AMOR INFINITO, IRMANDADE SELADA! Confiança, respeito, admiração e verdade. Amor, love, L´amour, Passion...
Gratidão e amor imenso a Gê, Gesiane dos Dias Dourados, da Cirandda que nos presenteou com sua doce e essencial presença... e também é claro com uma linda poesia!

Difícil descrever o que foi essa jornada, essa travessia do rio...
Amor, abraços e mais abraços... beijinhos, danças... carinho, histórias, choros, risos, lágrimas, gargalhadas, parabéns... bolo, nutela, morango... Emoção!

"As mais lindas palavras de amor,
são ditas no silêncio de um olhar."

Leonardo da Vinci


Re- Nascer nas águas... curar as emoções, as cicatrizes, desse e de outros tempos... Ser acolhida com amor, receber o amor e dedicação de volta... Indescritível, eterno... emocionante!

Re-nascer sorrindo... Acolhida!

Tecer nosso destino, nosso sacerdócio, com amor, inspiração, aliança!
Fortalecer a tenda, o templo, o centro!

 Confirmar e aceitar a passagem, a vida-morte-vida!
Re- Consagrar, afirmar, selar... Re- ativar memórias celulares de outrora... de outros templos... Agradecer pela nova oportunidade!

Atravessar o rio... 
"Vivificar" a Vida!  


E assim nos amar, amar o outro, amar a tudo... "Eu só posso dar amor porque EU SOU O AMOR!"
E o meu eterno amor, dedicação, compromisso, veneração e sacerdócio a DIVINA AFRODITE!!!

AMOR E GRATIDÃO!

Carol Magri (Flor de Vênus)

03/08/2011

As Energias de Agosto, por Jennifer Hoffman



Estamos além do ponto central de 2011 agora, e a grande pergunta que estamos todos a fazer é: “Já chegamos?” Este foi um ano de transformação, de lições, de aprendizado e de escolhas. Temos sido questionados, inúmeras vezes, se estamos certos do que queremos. Este mês também começa com uma lua nova, um bom momento para criar uma lista de desejos das áreas em sua vida onde mais querem – mais amor, diversão, emoção, alegria, confiança e ação. Estamos prontos para nos colocarmos em primeiro lugar? Completamos o nosso Karma? É o momento para deixarmos ir as coisas e se assim for, estamos preparados para liberá-las totalmente e não deixarmos ir e depois olharmos para trás, esperando que elas nos alcancem?
Agosto nos dá outra chance para fazermos isto, porque ele começa com uma lua nova e um Mercúrio Retrógrado, a segunda oportunidade deste ano de revermos o passado, repetirmos o comportamento passado (ou não), liberarmos aquelas coisas que não mais nos servem e recuperarmos as nossas energias. Podemos usar o Mercúrio Retrógrado de muitas maneiras diferentes e muito frequentemente vemos estes períodos com pavor, na expectativa de atrasos habituais na comunicação e nas viagens, problemas no computador e perturbações na vida em geral.
Mas Mercúrio Retrógrado é mais do que isto; é um momento em que podemos cuidar das pequenas coisas que protelamos, porque não temos tempo para elas. Nestas próximas três semanas nós iremos fazê-lo, porque elas se aproximarão de formas que não poderemos ignorar. Assim como se vocês não fizerem cópias dos arquivos ou dos dados do seu computador e ele travar, perdem assim o seu trabalho, este período irá lembrá-los que vocês precisam cuidar dos pequenos detalhes de sua vida, tanto os externos, quanto os internos. Vocês têm adiado fazer uma escolha ou decisão? Mercúrio Retrógrado irá colocá-los bem no meio disto, para que tenham que fazer isto.
Assim, Agosto começa com uma forte lembrança para priorizarmos, administrarmos o nosso tempo e energia, para não deixarmos as coisas escaparem de nós, até que a nossa energia esteja espalhada em 100 direções diferentes. Então, à medida que avançarmos ao longo do mês, nós seremos capazes de criar o encerramento em muitas situações que nos estiveram incomodando durante todo o ano. Estive vendo muitas pessoas com escolhas a fazer sobre as responsabilidades, compromissos e conexões da família, e como elas podem aprender a criar o equilíbrio entre elas. Em Agosto podemos responder à pergunta: “Quem vem em primeiro lugar em sua vida?” e reavalie o que tem sido uma prioridade para vocês terem certeza de que o que está tomando o seu tempo, energia e atenção, está também servindo aos seus sonhos.
Tenham um mês maravilhoso.
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Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
Site original: www.urielheals.com







31/07/2011

Oração do "Tempo de Lua"

Flores do Jardim de Vênus! Coloco aqui uma oração (recebida pelo FB) linda e forte para que possamos honrar nosso feminino, especialmente "aqueles dias", dias de transformação, o limiar entre "vida-morte-vida", momentos especiais que passamos todos os meses... Que maravilha é ser mulher!
Mulheres re-tomem o seu PODER! Sua natureza!

NA TENDA DA LUA

“Eu sou mulher que dá a nutrição para assegurar a vida deste planeta, com meu poder do meu tempo-de-lua, do meu sangue, com meu poder do nascimento. Com meu sangue eu alimento a terra que nos alimenta a todos. Sempre me recordo. Eu sou mulher, eu sou terra, eu sou vida, eu sou nutrição, eu sou mudança.
Eu sou mulher, eu sei a vida e a morte, a dor e a saúde em minha essência, em meu útero. Eu conheço os lugares sangrentos: o espaço estreito entre a vida e a morte, o lugar de nascimento sangrento, o fluxo sangrento de deixar a vida ir. Eu sou mulher. Meu sangue é poder. Poder calmo, sangue calmo.
Meu sangue é nutrição total. Meu sangue nutre o feto crescente. Meu sangue transforma-se em leite para nutrir um bebê. Meu sangue flui na terra como alimento para a Grande Mãe, Gaia, Mãe Terra.
Este é meu Tempo-de-Lua.
O tempo quando meu útero escorre fluídos sagrados, fluídos que espantam homens por milênios, contudo não espantam nem a mim nem minhas irmãs.
Oh, como entendia mal este tempo sagrado, esta época de limpeza e renovação! Esta vez em que o sangue velho é posto para fora sem ferimento.
Que criaturas poderosas somos nós, mulheres, para sangrar sem ferida!
Hoje à noite eu acenderei os fogos sagrados e danço ao balançar das árvores como faíscas em espiral para que a lua e as estrelas mantêm o tempo para mim.
Este é meu Tempo-de-Lua e eu sou sagrada.
Meu útero é sagrado.
Meu sangue á sagrado.
Meu corpo é sagrado.
E este é meu Tempo-de-Lua
Eu deixarei a minha avó, a lua, banhar-me em seu fulgor fresco, misterioso.
Eu enxaguarei meu cabelo e minha mente em sua fonte brilhante.
Sua luz inspira contemplação.
Meu Tempo-de-Lua convida a meditação e limpeza da mente da desordem, das perturbações e das aflições.
Eu deixarei o fulgor doce da Vovó Lua derramar em mim cada polegada, varrendo afastando as sombras em minha alma, enchendo-me com a luz suave e radiante.
Este é meu Tempo-de-Lua e eu sou da Lua hoje à noite.
Eu sou feita da matéria lunar e das estrelas, e do amor de seres cujas vidas são uma viagem, milhas do recolhimento.
E quando eu olhar a Lua e as estrelas, eu vejo em mim o reflexo de sua luz.
Este é meu Tempo-de-Lua e eu estou contente com ele.”